17 junho 2013

Nosso futuro recomeça

     Ninguém me contou. Não li no jornal, nem vi na TV. Eu estava lá. Eu, fazendo parte das 100 mil pessoas que presenciaram o protesto contra o aumento da passagem de ônibus no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira, 17 de Junho de 2013. Digo presenciaram, porque muitos estavam conosco sem estar nas ruas. Por mais que digam que “ativismos de sofá” não dão em nada, eu discordo. Há infinitas maneiras de colaborar, e sim, uma postagem no Facebook, o compartilhamento de mensagens de ação, fazem diferença, porque, mais do que levantar bandeiras e sair às ruas pedindo por melhores condições de vida, estamos passando por uma revolução de conscientização.
     Hoje sai de casa como que pronta para a guerra, pronta para enfrentar a onda de violência que havia visto em vídeos dias antes na Internet. Sai de casa pronta, portando máscaras, vinagre, água e até assinei um habeas corpus preventivo, mas rezando para não precisar usar nada disso. E, felizmente, não precisei. Da Candelária à Cinelândia, manifestantes marcharam com o propósito de mudar o rumo do país, eles gritavam, como se suas vidas dependessem disso, “o Brasil acordou”. Vi uma caminhada pacífica. Vi advogados se mobilizarem. Vi pessoas estenderem panos brancos da janela e piscarem as luzes. Vi cartazes, máscaras, bandeiras, que gritavam tanto quanto aquelas vozes. Vi reproduções na parede de prédios, recebi uma chuva de papel picado, brancos, como pássaros da paz, e me emocionei. Esta foi a manifestação da qual participei, e não esse ato de depredação e vandalismo na Alerj, que a TV insiste em passar. Aqueles poucos, muito, muito poucos que agiram como criminosos ali, não são e nem devem ser considerados manifestantes. Mas, infelizmente, como em qualquer ato, sempre existem aqueles que desviam a atenção de forma estúpida e, com a ajuda da grande mídia manipuladora, tentam fazer com que você acredite que aquela é a realidade. Não é, não foi. A ação desse pequeno grupo não mancha a grande ação dos 100 mil que cantaram como um só e lutaram por todos nós. Nossa revolução é feita de flores e palavras, e é assim que deve ser lembrada.


"Venha! Meu coração está com pressa, quando a esperança está dispersa só a verdade me liberta. Chega de maldade e ilusão. Venha! O amor tem sempre a porta aberta, e vem chegando a primavera, nosso futuro recomeça. Venha, que o que vem é perfeição."

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